segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Candido Portinari / Painéis da ONU

Pessoal,
vai até 21 de abril a exposição dos Painéis "Guerra" e "Paz" de Candido Portinari.

Vista do banner localizado no Memorial da América sob as lentes de Silvana Rocha.




Vista do painel localizado na área externa do Memorial da América, mostrando algumas das obras de Portinari sob as lentes de Silvana Rocha.


Os Painéis foram encomendados pelo Governo Brasileiro ao artista Candido Portinari em 1952 para serem doados à ONU (Organização das Nações Unidas - sede em NY-USA).

Os Painéis já passaram pelo Rio de Janeiro para restauração de fevereiro a maio de 2011 em ateliê aberto ao público.

Portinari, mesmo já proibido de pintar por sintomas de intoxicação pelas tintas, aceitou o convite e levou quatro anos para terminá-los, entre estudos, esboços e maquetes. Os Painéis medem 14m x 10m cada um.
É uma oportunidade única de ver de perto as obras de nosso renomado artista brasileiro, pois em 2013 voltarão para o prédio da ONU. As obras estão expostas no Salão de Atos Tiradentes e lá é permitido fotografar sem flash.

Só quem viu os Painéis prontos foram os brasileiros da época que fizeram um tipo de exigência ao Governo de vê-los antes de partirem para a ONU.

Sendo assim, foram montados e expostos no Teatro Municipal por algum tempo e depois seguiram viagem.

Foi quando JK entregou a medalha de ouro de Melhor Pintor do Ano (1955) ao artista.


Banner da parte interna do salão de Atos Tiradentes sob as lentes de Silvana Rocha.
 Somente em 1957 os Painéis foram inaugurados em cerimônia solene, sem a presença de Portinari devido ao envolvimento dele com o Partido Comunista.

Já outras obras como Mulher Chorando, Mãe Coragem,  Mãe e filho morto, A Morte Cavalgando, Cabeça de Mulher, estão expostas no Galeria Marta Traba e não é permitido fotografar.



Vista Parcial do Memorial da América sob as lentes de Silvana Rocha.
Agora, quem quiser adquirir réplicas de algumas obras em impressão gráfica ao módico preço de R$ 3 mil, R$ 4 mil e R$ 7 mil, já emolduradas, pode ir até a Biblioteca Latino Americana onde estão à venda e onde também há uma sala tipo cinemateca com telão e fones de ouvidos e saber um pouco mais sobre o artista e suas obras.

Eu adquiri duas gravuras pequenas e vou emoldurá-las.

Mas, a minha maior emoção mesmo, foi ver na Galeria Marta Traba, os materiais usados por ele como: pincéis, tintas "Pelikan" e suas paletas, realmente, eu chorei. Imaginem só, eu nem havia nascido quando ele já fazia tanto sucesso com aquele material...


Vale a pena visitar, e é grátis.

Memorial da América Latina - Barra Funda - São Paulo
de: 3a. a domingo
horário: das 9h às 18h

fonte:  http://www.guerraepaz.org.br/

Agora, a tão famosa obra. Um pouco do que consegui captar:



Painel "Guerra" 14m x 10m



Detalhe do Painel "Guerra"




Detalhe do Painel "Guerra"


Painel "Paz" 14m x 10m


Detalhe do Painel "Paz"


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Arte com areia

Que lindinho!





Vejam só o que ganhei de lembrança de uma pessoa muito querida que foi viajar para Natal - RN.

Sei que essa arte com areia em garrafas começou no Ceará na década de 1950 em Majorlândia e comento abaixo, como tudo começou...

 "A confecção de gravuras em garrafas de vidro é também chamada de Ciclogravura. É uma arte muito difundida no nordeste brasileiro onde os artesãos têm seu sustento produzindo e vendendo essas peças.

A senhora  Joana Carneiro, enchia garrafas com areias de diversas cores colhidas nos morros da região.
Certo dia, enchendo uma das garrafas a mesma virou e aos olhos de um dos filhos parecia uma paisagem.

O filho dessa senhora, chamado Antônio que, tempos depois, ficaria conhecido como “Toinho da Areia Colorida” por sua habilidade em "desenhar com areias",  foi o responsável pela criação das primeiras paisagens em garrafas utilizando areias coloridas.

A grande maioria das areias que são utilizadas nesse trabalho tem sua coloração feita pela natureza. Somente a cor verde e azul é produzida a partir da areia de cor branca, com adição de corantes. Os tons mais claros ou escuros são obtidos a partir da mistura das cores já existentes.

O preço das peças varia de acordo com o tamanho do recipiente, e também com a complexidade do desenho. Quanto mais elaborado, maior o seu preço.  As peças menores custam em torno de R$ 10,00 por unidade. Quanto às maiores, podem chegar a custar até R$ 1.000,00, ou mais."


Artesão em Majorlândia
Artesão de Majorlândia. fonte: canoabrasil.com


  A exemplo de outras descobertas como o Raio X (1895); a Penicilina (1928); os três adoçantes artificiais, largamente utilizado pelo sexo feminino na constante luta por uns quilinhos a menos, ciclamato (1937), aspartame (1965) sacarina(1879); o forno microondas (1946), a borracha vulcanizada (1836) e mais recentemente o Viagra, alegria e realização de muita gente que a muito já havia perdido a esperança (1992), todas foram feitas por acaso. As belas garrafinhas de areias coloridas, infinitamente menos importante, mas que alegram os olhos de turistas de todo o mundo, também nasceu de uma casualidade aliada ao talento e a curiosidade humana.

Fonte: blog Carlos Gurgel e blog História e Genealogia, Ormuz Simonetti, que preside o Instituto Norte-Riograndense de Genealogia, publicação em 09/04/11,  A ARTE DA CICLOGRAVURA

Essa arte é tão apreciada que hoje em dia, são usadas até como lembranças de casamentos, aniversários etc.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

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julho de 2010 – fevereiro de 2012
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Arte nas tampas dos bueiros do Japão.

Vejam só!



Nas grandes metrópoles ao redor do mundo, a arte vem ganhando cada vez mais espaço na paisagem.  A arte é mais do que uma forma de expressão. Ela colore o cenário de concreto mundo afora e várias superfícies são usadas como telas: postes, muros, calçadas, hidrantes e tampas de bueiro.
Este é o tema que escolhi hoje.
No Japão, decorar as tampas de bueiro é um costume tão forte como ler quadrinhos de Mangá ou tomar saquê.  Essa técnica conta histórias e expressa hábitos da cultura japonesa.
O fotógrafo Remo Camerota, que especializou-se em registrar a
arte urbana pelo mundo,  documentou isso no livro Drainspotting.  Dividiu por cidades. Suas páginas mostram algumas das tampas de bueiro mais bonitas do mundo pintadas seja por uma iniciativa individual ou das prefeituras locais. A tinta é feita a partir da resina de árvores misturada ao pigmento para garantir uma durabilidade de cerca de 20 anos.

Pena que o Natal já passou, senão, eu iria pedir esse livro de presente. risos.

Mas, em julho, farei aniversário, alguém se habilita? mais risos.


O livro está à venda na Amazon por US$ 10,76. Algumas das imagens também estão disponíveis em camisetas, tênis, pôsteres e no blog do artista. (Preço: US$ 14,95)


Drainspotting traz um mapa que localiza intervenções artísticas deste tipo no país.

Fonte: Revista Criativa jul/2010

Essa arte também foi tema de publicação da área de Urbanismo do Instituto de Engenharia:











Fonte: Instituto de Engenharia ago/2011 http://www.ie.org.br/

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sábado, 7 de janeiro de 2012

EMBU DAS ARTES - SP


Pessoal,
minha amiga Silvana Borges estará expondo seus trabalhos na
cidade de Embu, de 06 a 23 de Janeiro de 2012.

Ela faz trabalhos maravilhosos!

Se não puder ver ao vivo, visite o blog:

http://silvanaborges.blogspot.com/

Quem for ficar por São Paulo nas férias de janeiro ou mesmo
aqueles que gostam de dar uma esticadinha até Embu das Artes
no final de semana, vale a pena visitar.
Quem sabe a gente não se encontra por lá?

Abraços.
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Artesanato Indígena


Olá pessoal,

voltando de férias no Litoral Norte, inauguro minhas publicações do ano de 2012 com a foto da aquisição que fiz na Reserva Indígena Rio Silveiras.
Eles têm um artesanato lindíssimo.
Vejam só!


Todos os coloridos são feitos a partir de tingimentos naturais. Eles retiram da mata apenas as sementes para que depois de moídas, sirvam para colorir o material que será usado na confecção de diversas peças como cestos, cachepôs, colares, cocares, brincos, etc. Tudo é feito com muito capricho.

 
"Compartilhar conhecimento traz mais crescimento do que se imagina".

 Li essa frase em algum lugar e compartilho com vocês.

Aí vai uma breve descrição dessa Reserva:

A Aldeia do Rio Silveira é um dos grandes motivos de orgulho de Bertioga.

Localizada numa área de mais de 948 hectares, entre as cabeceiras do Rio Silveira e do Ribeirão Vermelho, a aldeia está a 1500 metros da praia, no bairro de Boracéia, divisa entre Bertioga e São Sebastião.

O local abriga cerca de 300 índios tupi-guaranis, divididos em seis grupos, com seis líderes que auxiliam o cacique.

Essas famílias sobrevivem do cultivo do palmito pupunha e da venda de artesanatos e plantas ornamentais na Rodovia Rio-Santos. Na comunidade há também atendimento na área de Educação e Saúde, que conta com uma escola para as crianças índias.

É importante lembrar que o acesso à Aldeia só pode ser feito com acompanhamento de agência de turismo local e depende de autorização da FUNAI.

Fonte: guiadolitoral.uol.com.br


Foto de Alessandra Teixeira
altura do KM 189 da Rio-Santos